Poesia Gótica + linguagem moderna = Poesia Paralela
Poesias que fluem da alma, muitas vezes sem explicação, mas muitas vezes delimitando o caminho
Poesias que fluem da alma, muitas vezes sem explicação, mas muitas vezes delimitando o caminho
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Índice remissivo
Acho que hoje acordei com meu índice remissivo ativado ( pra não dizer nostálgico, ou retrógrado ). Minha cabeça está presa no passado novamente, ou num futuro, que nunca vai existir.
Tenho tantos planos para o futuro, mas não consigo me desligar de algo que não aconteceu; aliás, vai acontecer, mas justamente o contrário do que eu um dia sonhei. Meus dias agora passam em sentido contrário, de trás para frente, assim como meus sonhos, e assim perdem totalmente a razão. Será que realmente isso é necessário? Ou será que é só um capricho meu para ser “diferente” ?
A verdade, é que eu perdi muito da minha identidade e da minha individualidade depois de toda essa tempestade, e hoje eu estou de volta ao local de onde nunca deveria ter saído; meu casulo.
Eu vi demais; mais do que sou capaz de suportar, e não suficiente, cometi este erro novamente, e vi coisas que não queria e que não posso nem ao menos contar para ninguém, pois uma parte das pessoas duvidariam, outra parte sofreria por saber que eu estou certo. Não queria que fosse assim, mas foi isso que eu escolhi para minha vida; esta eterna busca e descoberta de coisas que ninguém mais vê.
Sei que você, onde quer que esteja, não encontrou sentido nenhum em nada do que eu disse até hoje, nem mesmo no livro que te dei que revela metade da minha vida, por isso não tenho o direito de te cobrar nada, nem mesmo o entendimento.
Hoje está muito frio, mas isto é apenas um contraste do que minha alma reflete agora; por dentro, voltei a ser gelo, frieza e escuridão, e luto todos os dias para tentar ser um pouco mais normal, mas acho que tenho decepcionado algumas pessoas ( embora isso não seja mais nenhuma novidade ). Por onde passo, o que deixo é apenas revolta, decepção, incredulidade. É só uma questão de tempo para as pessoas que chegam muito perto descobrirem o que eu consigo fazer, e aí por curiosidade, me perguntam coisas que na verdade não gostariam de saber, e quando descobrem na prática que eu estava certo, me culpam pelo seu próprio destino.
Não tenho culpa que enxerto esses destinos; é só não me perguntarem nada. É tão simples. Não pergunte o que não está pronto para saber.
Mas não adianta, elas insistem em saber.
Foi assim que eu te decepcionei em um de seus sonhos, e acho que nunca vou me perdoar por isso, mesmo sabendo que eu não tinha escolha.
Eu só queria voltar no tempo, pra fazer tudo diferente. Talvez ficar longe de todo mundo; talvez eu causaria menos estrago me trancando em meus estudos e buscando minha luz por outro caminho, e não pelo “real’.
Mas agora, não sou só eu. Existem várias pessoas envolvidas neste emaranhado que eu fiz, e chegou a minha hora da condenação. Doar minha vida pelo que fiz as pessoas acreditarem ser verdade. Vou pagar, não tenho dúvidas disto, mas que não é fácil, isso não é mesmo.
Eu simplesmente não sou digno da vida que eu tenho.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Em cima da caixa
Às vezes, meias palavras bastam; às vezes são necessárias frases inteiras e ainda rodapés nas páginas para que alguém consiga entender um sorriso.
Sorriso desconfiado, triste, meio de lado, aquele que carrega em si toneladas de pesadelos que a vida pode trazer. Não que sejam todos já verdadeiros, mas muitos já se cumpriram e muitos tem chances enormes de se tornarem realidade. Mas será que ainda há algo que possa ser feito?
Quando decidimos somente por nós mesmos, é mais fácil aceitarmos os erros, pois podemos nos xingar e nos crucificar. Mas quando decidimos porque alguém já decidiu e não acreditamos ter direito de estragarmos isso, ficamos presos em cima de uma caixa que não fomos nós que construímos. Apenas aceitamos ficar lá porque alguém preferiu assim. Será que é errado decidir ficar em cima da caixa porque é o sonho de alguém, e ela preferia que um pedaço da sua vida não existisse se você não estivesse lá em cima ?
Sei o que deve estar parecendo; que estou querendo me colocar na condição de vítima, ou de infortunado pelo destino, mas não é assim que eu me sinto. O que fiz foi realmente porque acreditei ser o certo, para não mudar este sonho de alguém que dependia tanto de mim para se tornar realidade. Eu sonhava também com a caixa, mas não tinha me imaginado ainda em cima dela; são coisas totalmente diferentes, situações diferentes.
Mas, e agora, que não existe mais o verbo “voltar atrás” escrito no livro da vida ?
Seria o mesmo que voltar ao passado para mudar algo, e isto não existe.
O que existe é a dor em ver seus pedaços passando por você, e não poder mais fazer nada, pois a caixa é tão alta que não me deixa tocar em nada. Apenas ajuda a aumentar a dor, porque aumenta minha visão e cada dia que passa enxergo mais, e mais nitidamente.
Não me arrependo da caixa, apenas me arrependo de não ter questionado o tamanho dela, e nem onde eu ia ficar depois que estivesse pronta.
Aquele sorriso antigo me faz falta; não o meu sorriso, mas o seu. Já faz tanto tempo que eu não o vejo mais, que só as lembranças nutrem a vida dele que ainda existe dentro de mim, e que eu insisto em não deixar morrer. Será que você sabe me dizer porque insisto tanto em manter vivo dentro de mim aquele teu sorriso ?
Eu já te falei tantas vezes, que nem mais vou insistir em bater nesta tecla.
Quem sabe um dia você entenda o que é a caixa, o que eu estou fazendo aqui em cima dela e porque estou aqui.
Enquanto isto, continuo vendo os pedaços passarem, mas mesmo assim ainda enxergo teu brilho, mesmo sem saber de onde está vindo.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Linhas
Não sei porque as pessoas tem tanta dificuldade em aceitar aquilo que é diferente delas...
Não corresponder ao senso de beleza que elas esperam, é uma dessas coisas. Nós somos ridicularizados, as pessoas caçoam de nós, mas principalmente, subestimam nossa inteligência.
É aí que cometem o único erro disto tudo. Quem não vence pela beleza, vence pela voltade, pela inteligência. Que me desculpem, mas a vingança é um prato que se come frio, principalmente se quem for se deliciar for Escorpião.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Lembranças do que nunca existiu
Hoje acordei sem ter certeza se tudo era real, ou o que estava a minha volta ainda era o sonho; aquele do qual eu nunca acordo. Percebi que continuam faltando os mesmos tijolos de sempre, continuam os mesmos buracos de sempre.
Acabei escutando uma música que não deveria ter escutado, e tudo voltou novamente ao ponto onde quase enlouqueci, onde por um instante mágico da vida me foi mostrado tudo aquilo ao qual eu teria direito se tivesse feito as coisas corretamente. Sabe, é um peso enorme saber que você poderia ter acertado tanto em tantas coisas “simples”, mas nós temos o dom de tornar tudo complicado; parece que não sabemos conviver com a simplicidade. Eu só tinha que ser natural, espontâneo, fiel aos meus sentimentos. E acima de tudo, acreditar neles.
Mas não o fiz, e como prova e castigo por meus erros, tive que ver tudo aquilo que perdi, e só aí entendi que tudo poderia ser diferente. Não que considere minha atualidade um caminho sem sentido, mas é difícil descobrir que você está dentro de um planeta, mesmo tendo tudo que você considera que precisa, e de repente descobre que existe o “universo”, onde existe muito mais do que você um dia pensou que existisse.
Inclusive, a felicidade absoluta. Aquela onde não existem falhas nem brechas por onde o seu sentimento se perde. Descobri que me limitei às coisas mortais, e ignorei como tantas outras pessoas aquilo que eu não via, e assim considerava como impossível.
Meu chão me falta novamente, e sinto novamente no ar aquele perfume inconfundível que a felicidade ( e só ela ) consegue trazer.
Aí me lembro... perdi uma parte de mim.Como tantas e tantas outras coisas na minha vida, eu perdi um pedaço de mim. Sensação de erro, incompetência, falha, devagar no tempo; foram várias as coisas que me fizeram cair neste imenso buraco de onde vejo a realidade passar agora. Realidade que não tem mais a mesma cor, nem o mesmo cheiro, nem o mesmo toque, nem o mesmo olhar. O brilho se foi, e com ele as minhas certezas e minhas convicções, aquelas que estavam cravadas em minha alma e eu acabei lavando-as de mim com o próprio fogo onde se esculpiram as lanças da minha morte.
Dói muito lembrar de tudo isto... O que uma música não consegue fazer com a gente... As lembranças viajam através de qualquer coisa, inclusive uma música; mesmo que seja a última. Porque faço questão de guardar tantas pedras na minha vida, quando ainda há tantas pedras preciosas espalhadas pelo chão que insisto em não olhar quando passo ?
Porque é tão difícil viver assim, olhando de longe o passado que fiz questão de construir à minha volta, e que não me deixa mais andar em paz, pois faz questão de fazer tanto barulho que não esqueço dos erros que cometi e que trago comigo, pesando em minhas costas mais do que a penitência por alimentar um fogo que não queima em três elementos, mas apenas em dois. Complicado mesmo...
Não quero mais ficar olhando pra trás a toda hora que uma lembrança bate em minha porta, não quero mais ficar pensando nos “se” da vida. O que faz parte do passado, mesmo que sejam decisões não tomadas, devem permanecer lá. Elas não levam mais a lugar nenhum a não ser à incessante dor daquilo que não se tem certeza.
Eu não tenho certeza, e nunca vou ter, porque não tentei. Apenas vi, e me deixei encantar pela beleza do destino que nunca mais iria voltar. Por isso me restaram apenas as lembranças; lembranças de uma magia que se perdeu com tempo, que não tem dó nem pena daqueles que não abrem os olhos a tempo de ver sua janela aberta e a felicidade do outro lado, te esperando.
O tempo já levou tudo embora. Não quero mais ouvir esta música. Não quero mais estas lembranças; não quero mais sofrer por coisas que nunca aconteceram. Sofremos por aquilo que fazemos, e não por aquilo que deixamos de fazer. Quero e preciso mudar.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Paradigma
Hoje o espaço não é meu. É uma indicação, que acabei de assistir e não poderia deixar de recomendar. Novidade, e fantástico. Quem puder, não deixe de acompanhar.
www.ladonix.com
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Paradigma
Na vida da gente geralmente tem tanta gente puxando para baixo, que faço questão de deixar meu protesto aqui, em espanhol que é mais meu estilo, e que todo mundo mesmo assim vai entender: "Mejor solo que mal acompañado".
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Simplesmente normal
Estive um tempo fora; acho que é visível pelo tempo dos posts. Mais uma vez acreditei em um projeto, em um sonho, como tantos outros que já tive, e que como sempre prometiam “mudar o mundo” de acordo com os conceitos que embuti nele.
Mais um sonho, como tantos outros que já tive, e que ficaram pelo caminho, sempre sem terminar. Aliás, algumas coisas nos perseguem e não conseguimos fugir delas por mais que queiramos, ou por mais que nos escondemos delas.
A minha vida é um imenso mar, cheio de sonhos despedaçados. A maioria, sonhos que eu comecei a construir porque acreditava demais neles, mas na primeira dificuldade, eu desistia. E os pedaços foram ficando. Outros, porque fui forçado a escolher entre pólos opostos das minhas pretensões. Geralmente eu sonho e quero coisas que, para mim, são o céu, mas são coisas que não “se misturam”. Não combinam, e com o tempo, tenho que escolher entre o que é mais importante na minha vida.
Como sempre pedi à Deus o “amor”, pois sempre foi minha carência desde a infância, é lógico e óbvio quais foram as minhas escolhas, e não me arrependo em nada delas.
Mas descobri com o tempo, que eu estou sempre querendo viver uma vida que eu deveria ter tido a coragem de viver há 20 anos atrás. Os sonhos que eu busco, os ideais que eu persigo, não tem mais nada a ver com a pessoa que eu sou hoje e com as obrigações que eu tenho com a vida.
E, mais uma vez, vem a escolha. Estive vivendo outro sonho, outro projeto que mudaria minha vida e de quem está comigo, mas descobri que está em conflito direto com as coisas que eu mais amo na vida, e denovo, a escolha. Desistir e deixar mais uma vez um projeto pela metade, sem saber se um dia iria dar certo.
Na certa, minha vida é uma eterna dúvida. Sempre existiram os “serás” e sempre existirão, e eu nunca saberei onde os projetos chegariam se eu tivesse insistido, se não fosse obrigado a fazer escolhas tão radicais. Me sinto cansado, frustrado e decepcionado profundamente com a pessoa que me tornei; não sinto que sou digno das coisas que tenho, das conquistas que alcancei, nem tampouco das pessoas que me cercam. Sou um péssimo exemplo para que alguém siga, se até a coragem para acreditar em mim mesmo me falta.
As pessoas me pedem ajuda, mas não sabem o quanto já estou mergulhado neste mar imenso de dúvidas e demônios, que eu mesmo criei para tornar minha vida mais difícil do que poderia ser. Será que existe karma? Deveria ter uma forma de explicar tudo isto, mas nem todos os anos que estudei o que as pessoas não vêem, conseguem mais me provar o que existe ou o que não existe.
Desilusão talvez; desilusão comigo mesmo. Sei que mais ninguém tem culpa do que me tornei hoje. Sou fraco, e em parte inútil. Quando mais precisam de mim, eu decepciono as pessoas e nunca estou onde sou necessário, ou fazendo o que é realmente necessário.
Não consigo imaginar o contrário; que todos estejam errados e apenas eu certo. Questão matemática; pelos números, eu sou o “desajustado”.
Tudo neste universo tem seu local certo, e a maneira certa de se encaixar. Mas eu estou sempre no local errado, tentando ocupar um lugar que não é meu. Um círculo, nunca vai conseguir ocupar o espaço de um quadrado neste imenso ladrilhado que é o mundo, e é isto que eu sinto. Como se eu fosse um círculo, sempre teimando em ocupar o lugar de um quadrado, porque ali é mais atrativo; como não consigo, tento outro espaço, desta vez triangular. Ou seja, estou sempre fora de sintonia, e não aceito quem eu sou hoje.
Preciso urgentemente aceitar as limitações que a vida me impõe, pois todos aceitam, e eu não posso ser exceção. Isto não existe.
Como já me falaram uma vez, nem padaria vive de sonhos hoje em dia, e apenas alguns “burros” ficam nesta vidinha idiota de acreditar que irão mudar tudo a qualquer momento. Meu momento já foi, já passou há muitos e muitos anos atrás, numa época em que eu não vivia para mim; agora não dá mais tempo, e este preço eu vou ter que pagar pra sempre. Não posso sacrificar outras pessoas que não tem nada a ver com os meus problemas de personalidade e auto afirmação. Preciso ser algo que nunca fui.
Simplesmente, normal.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Paradigma
O verdadeiro sentido da vida não está nas conquistas que alcançamos, mas sim nos meios que usamos para tal.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Paradigma
Uma das grandes frustrações de nossa vida, acontece quando a pessoa que mais amamos não acredita em nossos sonhos nem em nossa capacidade de torná-los realidade. Nos sentimos incompetentes.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Paradigma
A moda é ser autêntico. Se acham que você é esquisito, estranho, diferente..., até mesmo chato, então você está na moda. Seja autêntico, seja paralelo.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Paradigma
O que me faz diferente, é não aceitar o conceito de normalidade como base de construção moral e diretriz de evolução. Será que quem definiu a normalidade, naquele momento, estava normal? Tudo é flexível, até a "normalidade".
As mãos de um cavaleiro das sombras
Neste momento, sinto as lágrimas caírem por minhas mãos, escorrendo pelo meu rosto, rolando pelos meus braços até minhas mãos, já cheias de calos por estar a tanto tempo com este escudo e esta lança nas mãos, segurando-as com se fosse minha própria vida.
Não há muito mais o que se fazer agora; já começa a amanhecer e a chuva que cai em meio a floresta molha meu rosto e se mistura às minhas lágrimas, que a cada uma que cai é como um prego fincado em meu coração. Frustração, sensação de derrota eminente, fracasso. A guarda real venceu, mas falhou. Assim como eu venci, mas falhei.
Derrotamos todos os inimigos, e o que vejo agora são apenas restos das cabanas que pegaram fogo e ainda soltam um pouco de fumaça em meio a chuva, e corpos espalhados por todos os lados. Esta é a vitória; vingamos o rapto de nossa princesa.
Mas a derrota pesa mais. Muito mais.
Não conseguimos chegar até ela antes que a matassem, sem dó nem clemência. Apenas para nos atingir naquilo que somos mais frágeis; a guarda real nunca perde uma batalha. Continuamos assim, mas agora carregamos o fardo do fracasso naquilo que era mais importante; tua vida, minha princesa de olhos cor de mel.
Do que me vale agora esta lança que ainda seguro nas mãos, e este escudo que já está no chão à minha frente, se eles só podem ferir, mas não podem te trazer de volta?
Manter nossa honra fala mais alto do que tudo, mas não é fácil aceitar voltar sem o que viemos buscar. Não deixa de ser uma derrota, embora a corte entenderá os acontecimentos. Não era realmente possível salvá-la; sua condenação já era fato consumido e somente um pensamento poderia chegar até ela antes que tirassem tua vida.
Meus pensamentos chegaram, mas ela não tinha como saber que eu estava lá, com minha alma. Vi seus últimos momentos, sua última agonia, e sua lealdade com seu povo antes que a degolassem. Vi tudo, de olhos fechados, num piscar de olhos enquanto meu cavalo se dirigia à aldeia. A dor assim se torna muito mais forte, e pode deixar a alma transtornada.
Sinto como se um pedaço da minha alma estivesse morrido naquele campo de batalha, aos poucos, enquanto minha lança dilacerava meus inimigos. Senti meu pescoço sendo cortado enquanto o dela também era, mas foi apenas a sensação; a dor somente ela sentiu. Minha princesa, defendestes teu reino com maior fidelidade e bravura que qualquer de teus guardas, pois por nem um segundo pensastes em nos entregar aos inimigos e nos deixar à mercê da sorte. Talvez nem mesmo, nós, soldados de tua guarda, teríamos tanta coragem. Merecias estar viva muito mais do que teus guardas que restaram, incluindo eu, que lutou, mas foi derrotado pelo destino.
Poderíamos ter trocado nossas vidas pela tua, mas nem isto tivemos coragem de propor; entramos já em batalha almejando tudo, quando poderíamos sair com apenas uma conquista, mas que valeria por toda dor que poderíamos passar: tua vida.
Com certeza os inimigos aceitariam a vida de toda a guarda real em troca da tua, pois seria mais vantajoso para eles, mas tua guarda foi tão confiante que acreditou que nada poderia ser mais forte do que eles.
Agora, aqui, sentados em valas onde os corpos estão jogados, estamos nós, os poucos que sobraram da guarda, mas que já não encontram motivos para voltar ao nosso reino. Voltaríamos porque?
Perdemos o sentido de nossas vidas, perdemos o amor pela coroa e por nosso brasão. Sentimos-nos traidores da lealdade do corte, por não ter conosco a vida de nossa princesa. Sentimos-nos fracassados.
As águas que correm pelo meu rosto caem como gotas de sangue que saem pelos meus ferimentos, e doem da mesma forma. Será que algum dia encontrarei a paz novamente se deixei-te escorregar por entre meus dedos porque quis ter tudo ao mesmo tempo?
A glória, o reconhecimento, a vitória e tua mão.
Eu não precisava de mais nada, a não ser tua mão. Agora não tenho mais nada. Somente tenho nas mãos os calos de um cavaleiro das sombras, que carrega sempre consigo uma arma e um escudo, que me protegem e ao mesmo tempo me ferem, em sinal que a luta não leva a paz, mas somente à dor.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
A eterna noite da vida, ou da morte...
Estar à frente de batalha, em meu corcel negro, lança nas mãos, arco e flechas nas costas. Posso sentir o ar quente da respiração do meu cavalo em meus braços, quase congelados pelo frio que vem de dentro da floresta. Continuamos na espera do sinal; nosso batedor seguiu à frente para nos indicar o caminho, e nos mostrar a melhor posição para o ataque, e aqui estamos. Não estou no comando por hierarquia nem por declame do rei, mas estou no comando de coração, e não tenho medo de ser o primeiro a entrar nesta floresta com meu corcel e minha lança, escudo nos braços, porque sei melhor do que qualquer cavaleiro aqui o motivo de nosso ataque. Na verdade nosso ataque é nossa defesa; nos foi tirado o que tínhamos de mais precioso, e na condição de cavaleiro, acredito que me foi tirado a jóia mais rara não só do reino, mas de toda a terra.
Nos foi tirado nossa princesa, em uma emboscada pelo campo, onde a guarda real falhou pois não estava preparada para um ataque tão maciço. Me foi tirado a inspiração que move meus pensamentos e enche meus pulmões de ar; me foi tirado a minha vontade de continuar vivo. Sei que ela nunca será minha, afinal, és nossa princesa, e eu, apenas um dos cavaleiros da guarda real, que nem mesmo posso mostrar meu rosto à ela. Estamos todo o tempo de armaduras, e com os rostos tampados por uma máscara de ferro; somos a força do reino, somos o braço forte da justiça do rei.
Apenas os cavalos se mexem, em pequenos movimentos também, controlados por nós. O menor descuido nos revelaria ao inimigo, e colocaria nossa princesa em perigo eminente. O frio vai sumindo aos poucos do meu corpo, e meu corcel respira mais rápido, fica mais agitado. Parece que está pressentindo algo, e eu começo a sentir meu corpo se incendiar por dentro, e aperto a lança com mais força a cada instante. Nem dez homens tirariam a lança de minhas mãos agora. O momento deve estar chegando.
As folhas de dentro da mata balançam; nenhuma tocha acesa conosco. Somos a escuridão agora, personificada em nossos pensamentos e em nossos atos, que irão se completar em instantes, assim que invadirmos o povoado, incendiarmos as casas, matarmos os guardas e retomarmos nossa princesa de dentro da cela dos rebeldes.
Começa a ventar, e o frio volta novamente, mas só arde minha pele pois minha alma está em chamas; estou a um passo de ter a chance de ser o herói que tirará nossa princesa de lá, e talvez assim ela permita que eu retire minha máscara perante a corte. Não existe nem existirá nada tão importante quanto isto; um cavaleiro ser reconhecido pela corte. E talvez assim, ela, minha eterna dama dos meus sonhos me veja com sua alma, e não apenas com seus olhos. Minha vida é pouco para oferecer-te em troca de um minuto olhando tua face, linda e esplendorosa, com teu sorriso lindo que me encanta e me sufoca, me mata e me dá vida ao mesmo tempo.
Só se passaram alguns minutos, mas parece que já estamos parados aqui há dias; este silêncio estranho da noite me encanta, mas revela meus medos também. Estou vendo toda minha vida se passando em minha frente agora. Pode ser que eu morra hoje, sem ao menos conseguirmos atingir nosso objetivo, e não posso descartar esta possibilidade. Sei que vários de nós ficarão hoje aqui, no campo do inimigo, com uma lança fincada no peito, mas com o orgulho de ter lutado pelo que acredita.
E quanto a mim; vale a pena colocar numa balança de contra-peso a minha vida por um sonho que talvez nunca aconteça? Talvez esse futuro seja apenas um esboço de um passado que nunca existiu, pois já estive tantas vezes em tua frente, mas não podia nem sequer erguer o braço para tirar a máscara de ferro. Seria desonra.
O vento pára novamente, e sentimos um calor estranho na mata.
O batedor voltou, com uma tocha acesa, fazendo movimentos em círculo. É o sinal; é o momento de invadirmos.
A trotes largos saímos, com uma lança em uma mão e a alma na outra. Estamos indo, princesa, temos várias vidas para trocarmos pela tua.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Nada mudou.
As estrelas aos poucos vão se apagando, uma a uma, e uma luz muito maior começa a surgir no horizonte. O frio e a solidão da noite vão dando lugar ao frio e a solidão dos dias.
Quando vi o sol surgindo hoje, vi também teus olhos, no alto dos céus, junto ao brilho maior que se impunha sobre as terras. Sobrou-me as lembranças, as frases que dissestes e escrevestes, a imaginação, que sempre foi o que mais me moveu. Lembranças de um passado que nunca existiu. Pequenos fragmentos de uma realidade fugidia que eu insisti em dar vida, para que meus dias tivessem sentido.
Sei muito bem o que encontrei em ti, mas tu não entendestes o real significado disto, porque não era o momento para isto.
Hoje, quando te procuro, te encontro nas pedras espalhadas pelo chão, te vejo refletida pelas águas que correm pelos cantos da estrada, vejo teu rosto desenhado pelo brilho do sol, e sinto tua mão tocando minha alma a todo momento. Eu deixei uma porta aberta quando te encontrei, e ela não mais irá fechar, pois eu joguei fora a minha chave.
Só tu poderás fechá-la, um dia talvez, quando o destino assim o quiser e achar conveniente, e achar que sou digno de receber o presente mais lindo do mundo... um beijo teu. Mais lembranças de um passado que nunca existiu.
Gosto de sonhar, mas na maioria das vezes esqueço a hora de acordar, pois tem vida lá fora, existem fronteiras para serem rompidas e buscas para serem terminadas. E não será através de sonhos que conseguirei isto. Não foi um sonho ter te encontrado; foi real. Isto é algo que eu não sei direito explicar, porque não sei falar sobre realidade. A minha tangente entre o real e o surreal é muito flexível, e eu nunca sei onde estou. Sempre prefiro acreditar no que me é mais conveniente, e acho que por isso eu sofro tanto. Porque não acredito na realidade, mas sim nos sonhos.
Mas foi assim que tua lembrança me deixou; do mesmo jeito que me encontrou. Sem espada, sem escudo, e com os olhos fechados para o “real”. Tu entrastes em minha vida como uma rajada de vento que bate a porta quando passa, juntou em um canto todo sentimento e toda emoção que eu tinha, me fez acreditar que poderia ser especial para alguém, mas, da mesma forma que entrou, saiu batendo a porta novamente, deixando pra trás os restos destorcidos dos sentimentos que ainda sobraram. Onde havia escuridão, hoje são trevas eternas, e eu, que estava acostumado a viver “escondido”, hoje nem preciso me esforçar para isto. Nem sequer sou notado.
Não tenho muito o que mostrar, não tenho muito o que dizer para as pessoas, e mesmo sem ter a mínima idéia de que está acontecendo, você é rotulado de anti social.
Teu nome continua sendo um eterno poema em meu coração, poema que eu repito sem parar todos os instantes da minha vida, poema que voa com os ventos a cada respiração minha, poema que intriga e esclarece, dói e cura, ouve e faz calar, prende mas absolve, ataca em sua defesa.
Teu nome está em cada grão de areia que vejo pelo chão, como forma de me lembrar que estás e sempre estarás em tudo do que eu me aproximar; meu amor por ti é forte e imponente, e ele não se digna a abaixar a cabeça pelo simples fato de que abandonastes minha vida, afinal, nada mudou.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Reflexão
Jurei pra mim mesmo que nunca iria postar algo que não fosse eu o escritor. Mas hoje, apesar de ter cantado esta música inúmeras vezes, confesso que nunca tinha lido a letra, com um texto. E descobri que é um enigma. Te peço que, pelo menos por uma vez, leia devagar cada estrofe, e tente entender o que esse gênio que compôs estava querendo dizer. Se você entender, irá me entender também. A minha vida é assim...
Todos os créditos ao gênio Renato Russo.
Indios
Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.
Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.
Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.
Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Desencanto
A cada passo que dou, sinto que o ar parece estar mais quente. Muita fumaça, poeira e o sol que ofusca meus olhos; mas tua figura não sai da minha mente, e é uma projeção constante em meu caminho, que me traz a todo instante a doce lembrança de teus olhos, vistos bem de perto, mas ao mesmo tempo toda a tristeza de saber que não mais os verei. O que seria afinal a condenação?
Talvez eu já esteja no inferno, e apenas não queira aceitar isto. Talvez muita gente já esteja também, mas é bem mais cômodo acreditar que o julgamento ainda virá, e o sofrimento irá passar depois disto. Mas o que te faz acreditar nisto? Você leu em algum lugar, e acredito. Só isso???
Será que conseguimos provar realmente uma só coisa que queremos, se a outra pessoa não quiser acreditar?
Sinceramente, acredito que nada se pode provar, até que se aceite o argumento como verdade, mesmo sem provas. É mais uma questão de querer, do que provar. Depois de tanto tempo querendo saber tudo, fingindo ter o controle de tudo e passando a idéia de que posso tudo, a cada dia que passa acredito mais que não sei nada, não consigo provar nada, porque até hoje também não tive provas de nada. Eu apenas aceitei acreditar nas coisas.
Ainda sofro muito com tua distância, mas confesso que não sei mais o porque. Não sei mais onde está a distinção entre o verdadeiro e o falso, entre aquilo que se eterniza e aquilo que atormenta, entre o amor e a admiração, entre o perfeito e o exato. Apenas sei que preciso de ti, pois minha vida acaba a todo momento que me lembro que não alcanço tua mão. Mas não sei mais dizer o que é isto. Apenas é.
Muita coisa continua como sempre foi; ainda escuto as lamentações pelos becos escuros do meu subconsciente, ainda enxergo aquele gato preto de olhos fechados dentro de uma sala sem portas nem janelas ( pelo menos sei que ele está lá ), ainda dói quando respiro o ar que não passou pelos teus cabelos. Mas, e a verdade? Onde está aquilo que deveria ser a verdade sobre tudo isso?
Será que é possível se provar uma verdade?
Uma vez ouvi que, uma mentira bem contada, depois de muito tempo se torna uma verdade impossível de ser desmentida. E eu acredito nisto, realmente. Existe muita coisa no mundo que pode ser isto simplesmente.
Nem sequer sabemos de verdade no que acreditamos. Nem sei realmente se entendo o que é esse tão falado “amor”. Muitas vezes o que sinto tem tudo a ver com ele, mas em outras horas mais se parece com insanidade... Dependência talvez, como uma droga que me fez escravo para o resto de meus dias.
Onde eu posso conseguir chegar com isso, afinal ?
Talvez a melhor opção, seja ser eu mesmo o gato preto de olhos fechados, trancado numa sala sem portas nem janelas. Algumas pessoas apenas saberiam que eu estava lá, mas não teriam nunca como provar.
Será que você, por algum instante, já parou pra pensar em quantas e quantas vezes você passa seu tempo como se não fosse você mesmo? Agindo apenas por impulso, por obrigação, pelo conceito do que é certo ou errado... E quem criou o conceito, estava certo ou errado?
Meus textos tem muitas interrogações, e acho que isto é o mais próximo que se pode chegar do entendimento do que ou quem eu sou. Enigma, para mim mesmo.
Estou cansado de não entender as coisas, de ser aquilo que me condicionam a ser, de ter parâmetros que eu nunca ajudei a construir. Eu não tenho que ser assim...
Ninguém tem que ser assim. Até quando terei que ficar aqui, só olhando enquanto o tempo passa, e leva consigo tudo aquilo que consegui juntar ?...
Afinal, pra que se preocupar com o tempo... Alguém pode me provar que ele existe? Talvez seja apenas um conceito.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Paradigma
Você pode usar qualquer moeda para pagar suas dívidas, mas deve estar pronto para receber o troco nas mesmas.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Teorias, apenas teorias...
Hoje a perfeição ou as imperfeições deste mundo não me incomodam mais. Não sou daqui, só estou de passagem, mas não sei quanto tempo isto vai durar.
Mas aqui assumi minha mais sincera e profunda forma, em todos os seus vértices e contornos.
Aqui, sou o seu medo mais agudo. Sou aquilo que te apavora, sou a notícia que anda mais rápido do que o pensamento ( as más ). Caminho por entre as trevas que ninguém quer explorar, piso nas pedras quentes dos vulcões que afugentam todas as pessoas; me deformo para não ser taxado de “normal”.
Sou a sombra que segue teus passos, que te acompanha pela noite, e que muitas vezes você percebe, mas faz de conta que não sente, porque tem medo. Você sabe que eu estou ali, te olhando, esperando a hora certa, e você sempre se desvia de mim como se isso fosse resolver tudo... sempre...
No céu só há uma chuva de meteoros que vão cobrindo a terra com seus buracos que não tem fundo, e aos poucos tudo vai se deteriorando. Vejo os sentimentos se enfraquecendo e as pessoas perdendo a esperança, que diziam que era a última que morre. Então estão todos morrendo, porque não vejo mais a esperança nos olhos das pessoas; acredito realmente que chegou o momento do começo da provação.
Meu mundo se tornou uma enorme nuvem escura e fria, onde o sol me persegue, mas não consegue entrar; o isolamento, a incompreensão, a não tolerância; tudo isso me forjou assim, e me tornou isso que eu sou hoje. A cada dia que passa me sinto mais duro, frio, digamos... matemático. O que importa são os resultados, e não os meios.
Sou aquela alma impura que te perturba durante teu sono; sou o uivo dos cachorros durante a noite de lua cheia, sem explicação; sou a matéria quântica que ninguém entende; sou o “x” de uma equação onde não existe constante. Não é possível me determinar, me descobrir, me achar, me explicar, ou mesmo me entender.
Me tornei aquele gato preto preso dentro de um quarto escuro, com os olhos fechados. Me encontrem, se puderem...
Impossível. Pelos cantos andei, pelos cantos sempre vou andar; pelas sombras estive, nas sombras permanecerei; escolhi caminhos frios e duros, e neles não há espaço para sentimentalismo nem compaixão. Aqui, viver ou estar morto não tem diferença, porque vivemos de alma, e não de corpos; assim, se não temos mais nada a perder, o jogo não tem regras. Na verdade, só existe uma regra: jogue. Se não jogar, você se auto condena a descer mais; acho que ninguém quer isto.
Uma vez me disseram que só quem já esteve no inferno pode dizer se ele é realmente pior do que aqui, assim como só quem já esteve no céu pode dizer se ele é realmente melhor do que aqui; será que tem lógica??? Não é contraditório, pois não existe nada provado, e não vai haver por muito tempo ainda. É difícil viver nesta fase de transição entre as gerações; a que passou construiu, e a que está chegando vai defender as construções. Eu, sou um dos que vai treinar esta defesa, mas, contra quem? Contra o destino?
Será que vale a pena sacrificar tanta coisa pra lutar contra o destino? Será que é possível mudá-lo, como eu sempre digo que é?
Teorias...
Felizes dos que se vão pra sempre, pra nunca mais voltar. Isto aqui está se transformando, e será o palco da apresentação final deste capítulo, onde se travará a batalha pela justiça que parece nunca ter existido. Isto me lembra “O livro de Eli”; quem assistiu vai entender. Estou cansado deste caminho que só me bate, me escalda e me esfola, e mesmo assim eu não aprendo. Nunca.
Será que algum dia vou sair da teoria para a prática, ou vou ficar eternamente aqui “treinando” alguém?
Teorias, apenas teorias.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Paradigma
A vida tem sido um eterno jogo de "amarelinha", onde todas as casas estão repletas de giletes com o corte para cima. Não importa onde eu pise, ou como eu pule; todos os dias saio machucado.
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